E a última parte das minhas tendências que imagino que aconteçam por aqui, queria apontar os vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, que as pessoas costumam erradamente colocar tudo num mesmo saco e chamá-los de “Naturebas”. São 3 tipos de vinhos com conceitos e produções distintas, mas ambos carregam algo em comum, que é uma mínima intervenção humana no processo, seja ele no vinhedo, seja dentro da vinícola – na vinificação – ou em ambos. O fato é que a procura por uma vida mais saudável tem feito as pessoas procurarem alimentos e bebidas que reflitam este estilo de vida. E no vinho esta tendência tem crescido bastante. Muitos dos bons vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais são obviamente mais caros, pois o produtor se arrisca mais em ter doenças e pragas que ataquem os vinhedos, ou o vinho, com pouquíssimo ou nada de conservante não tenha uma longa guarda. Então, ele precisa calcular este risco e repassar isto ao valor final do vinho. Mas podemos sim encontrar bons vinhos neste segmento por preços acessíveis. Basta se informar e procurar. E pelo o que tenho visto, é meio que um caminho sem volta, pois os amantes destes vinhos começam a querer beber só este tipo de vinho, o que eu, pessoalmente, acho exagero. Acho que para tudo na vida precisamos de equilíbrio. Amo os vinhos que seguem esta linha, mas de nenhuma forma deixo de experimentar ou gostar de vinhos que não são feitos desta forma. Há espaço para tudo e para todos. Basta saber escolher.

Para mim, o grande expoente atual, talvez mundial dos vinhos que chamo de “transgressores”, sejam os argentinos irmãos Michelinis – JuanPi, Gerardo e Matias – ainda ocntando com a esposa de Gerardo, Andrea Mufatto e de um integrante da geração de baixo da família, Manuel, de 20 anos de idade. Juntos, eles produzem mais de 80 rótulos diferentes de vinhos que levam a sério a minima ou ausente intervenção humana no processo. Muitos dos vinhos não estão aqui no Brasil ainda, mas alguns estão. Selecionei 3 vinhos deles e outros 4 que seguem esta linha, mas não são argentinos:

Irmãos Michelinis:

Ji Ji Ji Chenin Blanc 2016 – Argentina (Grand Cru, R$ 120,00)

Zorzal Eggo Pinot Noir 2014 – Argentina (Grand Cru, R$ 232,00)

Zorzal Eggo Cabernet Franc 2015 – Argentina (Grand Cru, R$ 232,00)

Outros:

Travers de Marceau 2014 – Languedoc, Fra (De La Croix, R$ 79,00)

Deiss Alsace 2012 – Alsácia, Fra (Mistral, R$ 186,77)

Monte Bernardi Fuoristrada Toscana IGT 2014 – Toscana, Ita (Premium, R$ 134,00)

Grus de Alcohuaz 2014 – Vale do Elki, Chi (Decanter, R$ 232,10)

Agora vamos ver se eu tô viajando ou se algo disto se confirma! O importante é sempre bebermos bem 🙂

 

CHEERS!!

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