Amigos, já falei aqui num post anterior, o que eu espero do mercado para este ano de 2018. O que não falei foi o que eu acho que vai ser destaque este ano em termos de vinho, aquele mesmo dentro da garrafa e que depois vai para nossas taças. Uma coisa é falar de mercado. Outra é falar da bebida em si. Então aqui vão algumas considerações minhas, puramente opinativas, sobre o que deve acontecer em nossas taças este ano de 2018.

Vinhos Baratos.

Como temos visto por aí, uma enxurrada de vinhos baratos, por menos de R$ 40,00, R$ 50,00, tem aparecido em nosso mercado. Basicamente estamos falando de grandes players do mercado, como supermercados e grandes clubes de vinho. No geral, são vinhos bem simples, para quem está começando a beber vinho, começando a trilhar o caminho neste maravilhoso mundo. Estes vinhos são ruins? Não gosto de classificar vinhos como bons e ruins porque cada um tem um gosto, cada um gosta de uma coisa diferente. O que precisamos saber é que são vinhos simples sim, não existe mágica. Mas eles cumprem bem o papel para aqueles que estão começando e não querem ou podem gastar muito. E depois, certamente, estas pessoas vão aperfeiçoando o paladar e naturalmente beberão vinhos mais elaborados.

Naturebas, Organicos e Biodinâmicos.

Como falei neste mesmo post do ano passado, em que eu falava das minhas previsões para 2017, o interesse por estes vinhos está crescendo. E 2017 foi um ano em que pudemos ver bastante gente experimentando e procurando por estes vinhos, seja por uma questão ideológica na busca por alimentos e bebidas que tenham pouca intervenção humana e química, seja por curiosidade. O fato é que a procura está sendo cada vez maior e na minha opinião, vai continuar assim.

Argentinos e Chilenos.

No geral, o brasileiro que já é tomador de vinho está procurando novidades para aumentar suas experiências no vinho. Por isso, vinhos chilenos e argentinos acabam caindo numa vala comum e muito fogem destes países por puro preconceito, afinal, tem muita coisa boa e muitas vezes desconhecidas, que vem de lá. Então, minha aposta é na busca por chilenos e argentinos que estejam numa faixa de preço mais alta, por volta de uns R$ 80,00.

Portugal

Ano passado os vinhos lusitanos deram um salta nos números de importação e a tendência é que assim continuem. Douro e Alentejo continuam sendo as regiões mais conhecidas, mas outras regiões começam a ser mais exploradas, como o Dão e a Bairrada. No geral, os patrícios de fato estão fazendo vinhos cada vez melhores e os preços tem ajudado também!

Enoturismo

Aí está algo que o brasileiro de fato descobriu com força. Viajar para conhecer regiões vinícolas nunca esteve tão na moda e as pessoas tem se deliciado com paisagens maravilhosas, comidas espetaculares e vinhos extraordinários. São experiências de fato incríveis e que apaixonam. Os principais destinos? Sem dúvida o Chile e a linda e charmosa Mendoza, na Argentina.

 

Brancos e Rosés

Com um maior conhecimento e consumo do brasileiro, principalmente por tintos, muitos enófilos tem aberto a cabeça e encarado os brancos e rosés. Rosés ainda numa proporção menor do que os brancos, que estão realmente caindo no gosto da galera. E tem tudo a ver com o nosso clima, não é mesmo?

 

Muitas outras coisas poderiam ainda ser ditas. Mas pra mim, estas são as que eu acho que em 2018 não tem jeito de dar errado…